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Agenda Goiás Ideias para melhorar a segurança

22 de setembro de 2015

Agenda Goiás
Ideias para melhorar a segurança

Próximo dia 24/09 acontecerá o 6º fórum na cidade de São Luis de Montes Belos - GO

Policial do Bope e secretário da pasta no Rio propõem rever leis e dar mais oportunidades aos jovens

O Brasil - Goiás também - precisa de uma séria revisão de suas leis e de ações urgentes e concretas para oferecer oportunidades para os jovens, evitando que eles trilhem o caminho sem volta da criminalidade. O alerta será feito por duas das maiores autoridades em segurança pública do País: o comentarista daTV Globoe policial do Batalhão de Operações da Polícia Militar do Rio de Janeiro (Bope) Rodrigo Pimentel e o secretário de Segurança Pública carioca, José Mariano Beltrame, no sexto fórum do projeto Agenda Goiás - Participação e Competitividade, que será realizado em São Luís de Montes Belos na próxima quinta-feira (24).

Estudiosos do assunto e com conhecimento profundo da realidade carioca e nacional, Pimentel e Beltrame farão as palestras que antecederão as mesas de debates, quando são apresentadas sugestões de políticas públicas para serem implementadas pelos próximos dez anos em Goiás.

O Agenda Goiás é uma realização do POPULAR, com apoio do Governo de Goiás, da Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento (Segplan) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-GO). O projeto é uma continuidade da primeira agenda, realizada em 2005, que apontou diretrizes para o desenvolvimento do Estado por dez anos e cuja validade se esgota agora.

Pimentel soube por meio da reportagem do POPULAR como é o formato do fórum e a abrangência do projeto e se entusiasmou. “É uma ideia muito boa essa de chamar a sociedade para discutir, ainda mais depois de uma abordagem mais técnica”, elogiou o policial, autor dos best-sellers Elite da Tropa I e II, nos quais se basearam os filmes Tropa de Elite I e II, sucessos de bilheteria.

Pimentel, no entanto, alerta que a mentalidade da sociedade, da mídia e até dos governantes é de que todas as soluções passam pela polícia. “É claro que precisamos de polícia, mas não se resolvem os problemas de violência e criminalidade apenas com polícia”, provoca, acrescentando que o Rio de Janeiro tem hoje a menor taxa de homicídios dos últimos 24 anos, de 27 mortos por 100 mil habitantes. “Ainda é muito ruim, mas estamos em situação muito melhor, por exemplo, do que Sinop, no Mato Grosso, uma cidade riquíssima que vive do agronegócio, onde não há desemprego, mas tem uma taxa de homicídios de 76 por 100 mil habitantes.”

No Rio, acrescenta, houve uma redução forte, nos últimos oito anos, não só nos crimes de homicídio, mas também de tráfico de drogas, em função da política de ocupação e pacificação de comunidades nos morros, implantada pelo secretário Beltrame. “Em compensação, os criminosos que se dedicavam ao tráfico hoje fazem roubos na rua e essa modalidade de crimes cresceu muito.”

Ao POPULAR, o secretário também apontou como “um erro, uma maneira míope de ver as coisas”, a visão que o senso comum tem de reduzir o conceito de segurança pública à polícia. “A segurança pública tem de começar a agir nas causas da violência urbana. E a polícia é a única instituição que trabalha na consequência disso”, afirma. Ele defende não apenas uma revisão legislativa - com novas leis, mais rígidas e que levem em conta a dimensão continental do Brasil -, mas também a capacitação das polícias e uma participação concreta do Ministério Público, dos Tribunais de Justiça e do sistema penitenciário.

O secretário relatou que no início deste mês esteve em Brasília apresentando propostas de alterações legislativas para tornar mais severas as punições para quem porta arma de fogo de uso restrito. “Uma das solicitações que nós fizemos, caso nossas propostas não sejam aceitas, é de que o Congresso (Nacional) delegue poderes para que nós, no Rio de Janeiro, possamos legislar ao menos um pouco sobre Direito Penal, Processual Penal e Lei de Execuções”, contou.