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Beltrame e Pimentel debatem segurança pública no Agenda Goiás Sexto fórum é realizado nesta quinta-feira em São Luís do

24 de setembro de 2015

​​Beltrame e Pimentel debatem segurança pública no Agenda Goiás

Sexto fórum é realizado nesta quinta-feira em São Luís dos Montes Belos

O sexto fórum do Agenda Goiás, realizado nesta quinta-feira (24) em São Luís dos Montes Belos, discute o tema Segurança Pública na Região Oeste do Estado. Dezenas de policiais civis e militares lotaram o auditório da Universidade Estadual de Goiás (UEG) para assistir as palestras do Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, e o ex-policial militar que deu origem ao filme Tropa de Elite, Rodrigo Pimentel.

Para Beltrame, apesar de complexa, a lógica para melhorar a Segurança Pública é muito simples: "Quanto mais melhorar as políticas sociais, menos precisa de polícia".

Beltrame traçou um histórico da violência no Rio de Janeiro desde o Brasil colônia até a recente implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Também falou que a polícia é vista como "o patinho feio da sociedade" brasileira por conta da carga negativa herdada por conta da ditadura militar.

Também defendeu a necessidade de recursos federais para resolver o problema da violência vivido nas grandes cidades brasileiras. "Tem de priorizar a polícia, a segurança pública, a capacidade do Estado em dar respostas rápidas e prever eventos. E isso não é barato"

O secretário também defende a profissionalização da polícia. "O serviço público tem que funcionar como o privado. As UPPs foram feitas com a contratação de consultoria privada."

Antes de Beltrame, falaram o Governador de Goiás Marconi Perillo, os secretários estaduais de Segurança Pública, Joaquim Mesquita, e de Gestão e Planejamento, Thiago Peixoto, o superintendente do Sebrae-GO, Igor Montenegro e a prefeita de São Luís de Montes Belos, Mércia Tatico.

O governador defendeu a necessidade de uma política nacional de segurança pública. "Os custos são de responsabilidade dos Estados. A União precisa assumir a sua cota de responsabilidade. O governo federal tem que gastar com segurança pública, não pode ficar omisso."

Antes de Marconi, Joaquim Mesquita, Thiago Peixoto, e Igor Montenegro falaram do impacto do tráfico e uso de entorpecentes na violência das cidades. Mesquita defende a necessidade de se discutir a descriminalização das drogas.

Perillo, no entanto, preferiu não entrar no mérito da discussão sobre a descriminalização das drogas. Disse que a entrada dos entorpecentes deve ser coibida no Brasil, com o policiamento das fronteiras.

Diomício Gomes
Rodrigo Pimentel