Aniversariante traduzida pela mão dos artistas
Nesta edição comemorativa pelos 82 anos da capital, o leitor vai encontrar paisagens retratadas pelo Urban Sketchers, organização que congrega os apaixonados por desenhos de locação urbana, feitos ao ar livre - como a Estação Ferroviária no traço de Fernando Simon (abaixo)
Estação Ferroviária
Mercado Municipal Pedro Ludovico
Mercado Municipal Pedro Ludovico
Fundado em 1963, foi originalmente usado para a venda de hortifrutigranjeiros. A construção inicial era composta de tábuas. Em 1968 foi reconstruído em alvenaria na forma aqui retratada por Vinícius Yano. Reformas foram feitas em 1996, 2004 e2007. Na mais recente, passou abrigar comerciantes em salas, mantendo a área interna preservada para eventos culturais. Abriga hoje mais de 30 bancas. Nele, é possível encontrar alimentos típicos como conserva de pequi, café moído na hora, queijo curado e ovo caipira.
Mercado Municipal de Campinas
Mercado Municipal de Campinas
Construído em 1954, o espaço homenageado pela arquiteta Debora Paula foi planejado para atender os moradores de Campinas, bairro que foi o ponto inicial de Goiânia, e de setores vizinhos com a venda de alimentos. No passado, o local já contou com açougues, bares e mercearias, que ao longo dos anos foram perdendo espaço para a concorrência de supermercados. De acordo com a administração, hoje o Mercado tem mais de 70 permissionários que vendem de artigos importados a tecidos, passando por calçados, refeições e lanches. O local foi restaurado entre 2007 e 2008.
Parque Beija-Flor – Setor Jaó
Parque Beija-Flor – Setor Jaó
Situado entre a Avenida Venerando de Freitas Borges e a Rua J-22, no Setor Jaó, em uma área total de mais de 35 mil metros quadrados, o parque escolhido por Debora Paula é um dos xodós dos moradores do bairro. Em geral, ele ganha ainda mais vida nos fins de semana quando atrai praticantes de corrida e caminhadas ou quem quer simplesmente aproveitar a natureza. Tem lago com fonte, parque infantil e estação de ginástica, com acesso livre e gratuito durante o dia e à noite.
Monumento Viaduto Latif Sebba
Monumento Viaduto Latif Sebba
Destacado pelo designer gráfico Vinícius Yano, o Monumento do Viaduto Latif Sebba, que fica na praça popularmente conhecida como Praça do Ratinho, é novo – inaugurado em 2007 – mas já se tornou um dos símbolos de Goiânia. Faz referência aos primórdios da urbanização da cidade, no encontro das Avenidas D, 87 e 85, com pontas direcionadas para as áreas da cidade que mais cresceram. Cada um dos prismas tem 56 metros e refletores internos que iluminam o monumento durante a noite.
Igreja Coração de Maria e Colégio Claretiano
Igreja Coração de Maria e Colégio Claretiano
Integrado ao conjunto art déco da capital, o complexo formado pela Igreja Imaculado Coração de Maria e o Colégio Claretiano, registrado pelo advogado Thiago Cabral, estão entre as mais belas construções do Centro. A origem remonta à capela construída no local a partir de 1940 pelo padre Leopoldo Ripa, primeiro missionário da paróquia. A pedra fundamental da nova Matriz que substituiria a capela foi lançada em 1947, com inauguração em 1954. O prédio do colégio, ao lado da igreja, faz parte da rede Claretiano de Educação.
Mercado Popular da Rua 74
Mercado Popular da Rua 74
Construído entre 1952 e 53 na Rua 74, no antigo Bairro Popular (mais tarde incorporado ao Setor Central), o mercado escolhido pelo arquiteto Marcelo Peralta hoje se divide entre o comércio de gêneros alimentícios, artesanato e a vida noturna. O espaço passou por restaurações em 1987 e em 2006. Com a configuração da reforma mais recente, nos últimos dez anos a área interna foi destinada à realização de eventos culturais com o intuito de fazer do mercado um ponto turístico da cidade.
Praça do Bandeirante
Praça do Bandeirante
Popularmente como Praça do Bandeirante devido ao ocupante ilustre, a praça Atílio Corrêa Lima, lembrada no desenho de Jorge Del Bianco, é o coração das Avenidas Goiás e Anhanguera, no Centro. O Monumento ao Bandeirante, criado pelo artista plástico Armando Zago a pedido do centro acadêmico da Faculdade de Direito de São Paulo, foi inaugurado no dia 9 de novembro de 1942. A escultura em bronze possui três metros e meio de altura e retrata o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva em corpo inteiro, tendo nas mãos uma bateia e armado de bacamarte.
Lago das Rosas e Jardim Zoológico
Lago das Rosas e Jardim Zoológico
Mais antigo parque de Goiânia, o Lago das Rosas, com nuances traçadas pelo estudante de arquitetura Juca Fernandes, faz parte das lembranças e do cotidiano de qualquer goianiense que se preze. Parte das construções do lago, que datam da década de 1940, também integra o conjunto histórico tombado como patrimônio nacional. O local que abrigava inicialmente um grande canteiro de rosas (daí o nome) possui elementos representativos de art déco no trampolim e muretas. Possui área de 315 mil m².
Teatro Goiânia
Teatro Goiânia
Símbolo do legado art déco da cidade, aqui na visão da arquiteta Simone Simões, tornou-se o mais tradicional espaço cultural da capital. Sua construção teve início em 1940 e a inauguração foi realizada em 12 de junho de 1942, como parte das ações do Batismo Cultural da cidade. O teatro integra o conjunto arquitetônico projetado pelo arquiteto Jorge Félix, na planta original da capital. No início era chamado de Cine-Teatro Goiânia por funcionar também como cinema. O filme Divino Tormento foi o primeiro exibido, na estreia. Já a peça Colégio Interno, da Companhia Eva Todor, foi a primeira obra de teatro apresentada em seu palco.
Centro Cultural Oscar Niemeyer
Centro Cultural Oscar Niemeyer
Na região sudoeste de Goiânia, o complexo voltado às artes lembrado por Jesus Cheregati, tem 19.645 m², com cerca de 17 mil m² de área construída. O espaço leva o nome do arquiteto que até então nunca havia assinado projeto na cidade. Sua Esplanada da Cultura recentemente tornou-se ponto de convivência e encontro de patinadores e skatistas. Externamente é composto de quatro volumes com formas e usos distintos – a Biblioteca (caixa de vidro), o Museu de Arte Contemporânea (cilindro), o Palácio da Música (semi-esfera) e o Monumento aos Direitos Humanos (prisma). Oficialmente inaugurado em 2006, até hoje não está em pleno funcionamento, com a Biblioteca ainda inutilizada.
Catedral Metropolitana
Catedral Metropolitana
Primeira igreja da nova capital do Estado, a Catedral Metropolitana, aqui sob o olhar da designer Eliana Tiné, foi fundada em 1937.
No início a paróquia funcionou em uma capela, que depois foi substituída pela atual edificação, inaugurada em meados da década de 1960. Foram necessários 19 anos de trabalho para a construção.
Casa histórica da Rua10, Centro
Casa histórica da Rua10, Centro
A artista plástica Edivânia Santos escolheu as casas históricas da Rua10, Centro, para homenagear a capital. O endereço foi por muito tempo um dos poucos pontos de Goiânia que preservavam residências originárias do período de construção da cidade. As casas eram ocupadas pelos primeiros servidores públicos que chegavam da cidade de Goiás, comerciantes e alguns dos responsáveis pelas obras da capital. Ao longo dos anos, muitas delas foram retiradas para dar espaço a novas casas e até a empreendimentos imobiliários, caso da antiga residência da estilista Daura Sabino, derrubada em 2013.
Praça Universitária
Praça Universitária
Estudante de arquitetura, Juca Fernandes registra aqui a Praça Universitária, criada em 1969, anos após a implantação da UFG e da PUC Goiás. Em cinco décadas foi palco de manifestações políticas, estudantis, culturais e de movimentos sociais, que sempre tiveram espaço ao lado da Biblioteca Marieta Telles Machado e do complexo cultural Chafariz.
Edifício Avenida Goiás e painel artístico
Edifício Avenida Goiás e painel artístico
O olhar do arquiteto Jesus Cheregati foca em um dos edifícios da Avenida Goiás, primeira grande via da capital, sempre receptiva a trabalhos de arte. Declarada patrimônio nacional em 2004, a Avenida tem ainda algumas das principais construções em art déco de Goiânia, entre eles a primeira sede do POPULAR.
Rua do Lazer
Rua do Lazer
Captada em sua configuração atual pelo arquiteto Marcelo Peralta, a Rua do Lazer – como também ficou conhecida a Rua 8, no Centro – é um das poucas vias fechadas somente para o trânsito de pedestres da cidade (no trecho entre a Rua 3 e a Avenida Anhanguera). Historicamente ficou conhecida por abrigar eventos políticos e culturais. Nos últimos anos, após reformas ganhou os ares de boulevard para transeuntes que a frequentam em busca das lojas tradicionais de comércio de rua e a feira Cora Coralina, dedicada a doces famosos da culinária goiana.
Oficina Cultural Geppetto
Oficina Cultural Geppetto
O ponto de cultura, escolhido para a representação do estudante de arquitetura Marcelo Nascimento, está cravado no coração do Setor Pedro Ludovico. Criado e mantido por um grupo de amigos amantes das artes nos anos 1990, o local promove apresentações culturais geralmente regadas a pizzadas. Além da programação interna, o ponto de cultura ainda desenvolve oficinas e uma mostra de teatro de rua nos arredores.
Avenida Goiás
Avenida Goiás
Entre as diversas nuances da Avenida Goiás, que já compunha o projeto original de Goiânia nos traços do urbanista Attílio Correia e Lima, o advogado Thiago Cabral escolheu apresentar um olhar em perspectiva para o Coreto da Praça Cívica. Destaque para uma das luminárias retrô que ganharam espaço recentemente na avenida após reforma que restaurou algumas de suas configurações originais. Há pouco mais de uma década, a avenida chegou a sofrer com a depredação e ocupação maciça de vendedores ambulantes.
Árvore e conjunto arquitetônico Praça Cívica
Árvore e conjunto arquitetônico Praça Cívica
O conjunto arquitetônico da Praça Cívica, cujos detalhes foram captados pela artística plástica Maria Filomena, é considerado o marco inicial de Goiânia. Primeira praça construída na cidade, ainda em 1933,lá estão o Palácio das Esmeraldas, o Museu Zoroastro Artiaga e outras construções como o Centro Cultural Marieta Telles Machado e a antiga Chefatura de Polícia, em estilo art déco. O ambiente externo da praça acaba de ser reformado e está sendo reinaugurado agora.
Relógio da Avenida Goiás
Relógio da Avenida Goiás
Inaugurado em 1942, durante o Batismo Cultural de Goiânia, o relógio da Avenida Goiás, em desenho do cartunista Jorge Braga, foi projetado por Américo Vespúcio Pontes. Hoje está localizado no início do canteiro central da avenida, próximo ao encontro da via com a Praça Cívica. No alto há desenhos geométricos, verticais, horizontais e diagonais e, sobre o mostrador, um elemento vazado com curvas sinuosas. O relógio é um dos mais antigos pontos de referência de Goiânia, e um símbolo importante da influência art déco na concepção da parte histórica da cidade. Funcionando durante muito tempo de forma precária, o relógio foi consertado pela primeira vez em 1984, mas atualmente está parado. É tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual como acervo arquitetônico e urbanístico de Goiânia.
Parque Flamboyant
Parque Flamboyant
Um dos mais novos cartões-postais da capital, o parque de mais de 125 mil m² captado por Marcelo Peralta ganhou contornos urbanos a partir de 2007. Cercado hoje por muitos prédios residenciais, possui dois lagos, fonte luminosa, ponte de madeira, mirante, parque infantil, ciclovia, pista de cooper e estação de ginástica. Há projeto ainda para que abrigue um jardim japonês. Guarda também remanescentes de veredas, com buritis e outras árvores do Cerrado.
Estádio Serra Dourada
Estádio Serra Dourada
Projetado por Paulo Mendes da Rocha, o estádio desenhado aqui pelo professor Fernando Simon foi inaugurado em 1975. Casa dos três principais times de futebol goianos – Atlético Goianiense, Goiás e Vila Nova – é o sétimo maior estádio do País em extensão. A primeira partida disputada em seu campo foi realizada entre a Seleção Goiana e a Seleção Portuguesa, com público de mais de 76 mil pessoas. Após reformas e adaptações em arquibancadas, cadeiras e geral (desativada), o estádio ficou com capacidade para 42 mil visitantes. Além do futebol, o local ainda recebe periodicamente apresentações de grandes atrações artísticas.
Grande Hotel, Avenida Goiás
Grande Hotel, Avenida Goiás
Primeiro hotel de Goiânia, registrado aqui por Jesus Cheregati, foi inaugurado em 23 de janeiro de 1937. Além de ser ponto obrigatório de parada de visitantes ilustres, foi ainda palco de momentos cruciais de reuniões políticas e negócios nos primórdios da capital. A importância do local chegou a virar tema de espetáculo de teatro em 1938, que transformava o próprio hotel em um de seus personagens. Também tombado como patrimônio histórico, converteu-se hoje em museu e local de apresentações culturais.
Colégio Lyceu de Goiânia
Colégio Lyceu de Goiânia
Mais antigo colégio da capital, o Lyceu, inspiração da estudante de arquitetura Jéssica Siqueira, tem história ainda mais antiga do que a cidade. Sua criação data de junho de 1846, na antiga capital, a cidade de Goiás. Toda a estrutura do colégio, que hoje atende alunos até o ensino médio, acompanhou a transferência da capital. Localizado no centro de Goiânia, na Rua 21, o prédio que recebeu a escola mantém a configuração original em art déco. A construção também foi tombada como patrimônio histórico pelo Iphan.
Praça Joaquim Lúcio, Campinas
Praça Joaquim Lúcio, Campinas
Marco do Setor Campinas, em plena Avenida 24 de outubro, a praça lembrada pelo arquiteto Fernando de Moura, é um dos cartões-postais que nasceram mesmo antes de Goiânia na antiga cidade de Campinas. O local recebeu o nome do coronel goiano nascido em Silvânia em 1856. “O bem cuidado jardim que se delineia em seu centro, além de emprestar-lhe um lindo e agradável aspecto, faz dessa praça um ponto predileto, procurado pela nossa sociedade”, descrevia O POPULAR em 1938. Foi reformada recentemente.
Avenida Universitária
Avenida Universitária
Também conhecida como Rua 10, a avenida lembrada pelo arquiteto Gesley Machado ganhou novo nome após os anos 1960, quando passou a ligar o Centro da cidade aos câmpus universitários da UFG e da PUC Goiás. Ao longo de oito décadas, teve as mais diversas configurações, mas sempre com a característica de ser ampla e arborizada. Nos últimos anos, tornou-se ainda um dos primeiros corredores da capital a reservar espaço exclusivo para ônibus e bicicletas. Nela está localizada a Catedral Metropolitana de Goiânia, outro importante prédio histórico da cidade.
Centro de Convenções PUC
Centro de Convenções PUC
Com mais de 30 mil m² de área, o espaço parcialmente inaugurado recentemente no Câmpus 2 da PUC Goiás foi captado pelo olhar do professor Fernando Simon. O objetivo do local é se tornar um novo ponto de referência cultural e artística de Goiânia, além de abarcar outros tipos de eventos. A concepção do ambiente, sob assinatura do arquiteto Ruy Rocha, foi resultado de pesquisas com elementos arquitetônicos buscados pelo mundo inteiro. Um dos principais componentes do centro, o teatro foi projetado para ser o de maior capacidade de público da capital, com cerca de 2,6 mil lugares. Entre os atrativos do local, está ainda sua integração com o lago que já existia no câmpus universitário.
Casa histórica Rua 10, Centro
Casa histórica Rua 10, Centro
Construídas em estilos totalmente diversos das casas de alvenaria atuais, as moradias goianienses da primeira metade do século 20, como a captada pelo olhar da designer Eliana Tiné, tinha estilo característico ainda comum hoje no interior do estado. Além dos telhados de inspiração europeias, as residências recebiam detalhes rococós nas fachadas que permitem um mergulho no passado. Poucas construções, no entanto, resistiram às ações do tempo e ao avanço do mercado imobiliário.
Coreto da Praça Cívica
Coreto da Praça Cívica
"Estava decidida a não ir a aula hoje. Mas o colégio falou para irmos porque os professores poderiam comentar algo interessante. Não fui para estudar, fui para me sentir mais preparada. No resto do dia ficarei descansando, metalizando e tentando ficar tranquila. Estava com vontade de comer algo diferente, mas achei melhor deixar para depois da prova. É a terceira vez que faço Enem, a primeira foi no 2º ano. Já fiz prova na Praça Universitária. Sei que tenho de sair da minha casa com cerca de 2 h de antecedência. Passei um pouquinho de apuro na outra vez."
Registrado pela artista Edivânia Santos, que ainda ressaltou a arborização característica de Goiânia, o famoso Coreto da Praça Cívica foi palco de inúmeros eventos históricos da capital. Inaugurado em 1942 durante os festejos da inauguração oficial, no Batismo Cultural, foi concebido originalmente dentro dos preceitos do estilo art déco. No decorrer dos anos, porém, recebeu uma série de modificações que chegaram a descaracterizar seu projeto inicial.
No final da década de 19790, a obra voltou ao modelo arquitetônico origina. Na época, conforme registros, a Prefeitura chegou a requisitar os trabalhos d o pedreiro que havia participado da primeira construção., 18 anos,quer ingressar em curso de Arquitetura
