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Folha de São Paulo destaca invasão ao Grupo Jaime Câmara

09 de março de 2016

Folha de São Paulo destaca invasão ao Grupo Jaime Câmara

Jornal falou também sobre os protestos feitos pelo MST e CUT no Espírito Santo e Paraná

O jornal Folha de São Paulo repercutiu na edição de hoje (9), ainvasão do Movimento Sem Terra (MST) na noite de terça-feira (8), a sede do Grupo Jaime Câmara, que abriga veículos como TV Anhanguera, os jornais O Popular e Jornal Daqui, e as rádios CBN e Executiva.

O veículo destacou os protestos feitos pelo MST e também pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Goiás, Espírito Santo e Paraná.

O grupo, formado por cerca de 70 pessoas, estavam em sua maioria com o rosto coberto, picharam paredes da empresa e gritavam em coro "o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo".

Os manifestantes ficaram na sede do GJC por cerca de 30 minutos e impediram a entrada e saída de funcionários. Eles só foram embora com a chegada da Polícia Militar (PM). Tudo sem confronto.

A reportagem ainda relatou, que os mesmos manifestantes também ocuparam o prédio da Secretaria de Estado da Fazenda, mas com o objetivo da "defesa da natureza, alimentação saudável e contra os transgênicos, entre outras bandeiras".

Segundo o jornal, em Vitória (ES), os manifestantes ocuparam o Palácio Anchieta, sede do governo do Espírito Santo. O protesto também contou com a participação do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).

Nesse caso, o protesto denunciou o fechamento de escolas públicas e acusou o governador Paulo Hartung (PMDB), de se negar a receber movimentos.

A ala feminina dos movimentos manifestou pelas ruas de Vitória pelo fim da violência contra a mulher.

À Folha, Gilmar Mauro, da coordenação nacional do MST, informou que os atos em Goiás e no Espírito Santo foram deliberados pelas mulheres do movimento, como parte da jornada nacional do Dia das Mulheres. "Os atos foram contra o agronegócio, o uso de veneno na agricultura, em defesa da reforma agrária e contra a possibilidade de golpe", disse Gilmar.

A TV Globo chamou o episódio de "uma tentativa de intimidação ao trabalho da imprensa" e disse que "toda intimidação é uma tentativa de censura, uma afronta aos princípios constitucionais".

Em nota, a emissora afirmou ainda que "continuará fazendo o seu trabalho como sempre fez, com alto nível de profissionalismo".

Já a Associação Nacional de Jornais (ANJ) disse condenar com veemência a invasão e chamou a ocupação de "ato criminoso próprio de grupos extremistas, incapazes de conviver em ambiente democrático".

Reprodução
Capa do jornal Folha de São Paulo com destaque para a invasão na sede do GJC

Fonte: opopular