O lateral-direito Cicinho tem 35 anos e um currículo de dar inveja a muito jogador de futebol. Campeão mundial pelo São Paulo, da Copa das Confederações pela seleção brasileira e ex-jogador do “galático” Real Madrid e do Roma, ele ainda tem uma Copa do Mundo na bagagem – fez parte do grupo que disputou o Mundial da Alemanha, em 2006. Mas engana-se quem pensa que a trajetória foi simples. Em 2012, quando acertou com o Sport, o jogador revelou ter tido problemas com o alcoolismo.
O drama foi superado com ajuda da esposa, a goiana Marry, a quem Cicinho conheceu na Itália, quando atuava no Roma. Casado há quatro anos, ele conseguiu voltar a jogar futebol, já foi eleito um dos melhores jogadores do Campeonato Turno pelo Sivasspor, clube com o qual tem contrato, e atualmente trata de lesão no joelho na pacata cidade de São Luís de Montes Belos, a 110 km de Goiânia.
O local foi escolhido não só por ser a terra natal da esposa. Cicinho toca projeto de um centro de treinamentos para a comunidade local e também de reabilitação para dependentes químicos. Ele espera ajudar pessoas que passam ou já passaram por dificuldades e quer retribuir com um pouco do que conquistou no meio do futebol.
- A gente se sente realizado. É muita bênção. Para conseguir alguma coisa, a gente demora. Esse aqui é o fruto do trabalho. Minha vida foi no meio do futebol. Pretendo continuar com isso após a aposentadoria. Não sei se sirvo como exemplo, mas sim como testemunho. Temos que pensar no próximo. Infelizmente, em uma parte da carreira acabei transmitindo imagem negativa. Mas hoje consigo reverter isso jogando novamente e podendo retribuir dessa maneira – diz Cicinho.