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Marconi deve ser escolhido como presidente do Consórcio Brasil Central

04 de outubro de 2015

Marconi deve ser escolhido como presidente do Consórcio Brasil Central
Em Brasília, no mês que vem, a tendência é que governador goiano seja escolhido pelos colegas para ser o primeiro a presidir o bloco

O governadorMarconi Perillo(PSDB) deve ser confirmado como o primeiro presidente do Fórum de Governadores do Brasil Central na próxima reunião do Movimento Brasil Central (MBrC), no início de novembro, em Brasília.

“Não devemos ter dificuldades quanto a isso e já estamos fazendo a articulação junto aos demais componentes do bloco”, explicou o titular da Secretaria de Gestão e Planejamento de Goiás (Segplan),Thiago Peixoto.

Os governadores de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rondônia e Distrito Federal participaram, na última sexta-feira (2/10) do quarto encontro do bloco, em Campo Grande (MS).

Com a aprovação das leis estaduais que criam o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central em quatro das seis unidades da federação, o instrumento já pode ser considerado como existente de fato (a previsão é de necessidade de aprovação de apenas maioria simples). Apenas Mato Grosso do Sul e Distrito Federal não aprovaram, mas os projetos foram enviados às respectivas casas legislativas.

Dessa maneira, com 100% de aprovação nos próximos dias no início de novembro, na reunião de Brasília, as unidades da federação já podem partir para a definição de nomes dentro da estrutura do consórcio. A tendência é que Marconi Perillo seja escolhido o presidente do consórcio. Primeiro, pelo fato de ser o governador com mais mandatos no grupo de colegas e de ser respeitado por isso. Depois, porque o MBrC nasceu em Goiânia oficialmente em julho deste ano. “O mais provável é que o governador Marconi Perillo seja o escolhido. É até o movimento natural”, entende Thiago Peixoto.

De sua parte, o governador goiano tem mantido o discurso de que está entusiasmado com o bloco político e econômico suprapartidário que reúne seis unidades da federação, quatro do Centro-Oeste e duas do Norte. “O movimento nasceu com objetivos claros, mas no início não poderíamos esperar que teríamos avançado tanto em tão pouco tempo. Não me canso de dizer o quanto estou entusiasmado com isso que estamos fazendo aqui. Vamos deixar um legado importantíssimo para a história”, explica Marconi Perillo.

O movimento nasceu de uma ideia compartilhada entre Thiago Peixoto e o ex-ministro Roberto Mangabeira Unger. No final do ano passado, os dois se encontraram em na Universidade de Harvard, onde Mangabeira é professor e onde o goiano foi falar sobre os avanços educacionais de Goiás enquanto foi titular da Secretaria de Educação (o estado deixou os últimos e evoluiu para os primeiros lugares do Índice de Desenvolvimento da Educação – Ideb). “Descobrimos a ideia comum da possibilidade de criação de uma agenda de desenvolvimento a partir da região central do Brasil”, relembra Thiago.

No início deste ano, com Thiago na Segplan e Mangabeira na extinga Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE), os dois voltaram a falar sobre o assunto. Em junho, durante um evento em Goiânia, Mangabeira sugeriu ao governador goiano que ele poderia assumir o papel de liderança na criação de um movimento regional desenvolvimentista. Marconi não só aceitou o desafio como determinou que Thiago Peixoto organizasse um encontro entre os governadores.

No início de julho, aconteceu em Goiânia o 1º Fórum de Governadores do Brasil Central. A reunião seguinte foi em Cuiabá, em agosto. Em Palmas, ocorreu a terceira região. Campo Grande sediou o quarto fórum. Existem encontros confirmados em Brasília e Porto Velho, respectivamente em novembro e dezembro. Além disso, uma reunião de encerramento e avaliação acontecerá em Pirenópolis na segunda quinzena de dezembro.