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​Novas pragas ameaçam o campo
Foram identificadas três espécies que representam riscos para as culturas de soja, milho e algodão
Culturas de grande importância econômica para o Brasil, como o algodão, o milho e a soja podem sofrer grandes perdas com a chegada de pragas. Produtor deve ficar atento à ameaça
O produtor rural enfrenta diariamente o pesadelo do ataque de pragas e doenças nas plantações. Mas uma noite tranquila com sonhos de produtividade elevada está longe de se tornar realidade. Isso porque pesquisadores detectaram três novas pragas agrícolas que ameaçam o agronegócio brasileiro.
Melanagromyza sp., também conhecida como Mosca-da-haste da soja,Helicoverpa punctigera, “prima” da armigera, eAmaranthus palmerisão invasores agressivos que já causam prejuízos aos produtores de várias regiões brasileiras. Ainda não houve relatos de ataque dessas espécies em Goiás. Contudo, elas podem estar presentes nas lavouras goianas, sem identificação.
As espécies exóticas já foram identificadas no Rio Grande do Sul, Ceará e Mato Grosso do Sul. As perdas para o produtor são inúmeras e o ataque coloca em risco a produtividade e, consequentemente, a rentabilidade da safra. No caso daAmaranthus palmeri, principal praga do algodão nos Estados Unidos, a falta de controle pode causar perdas de até 91% na cultura do milho, 79% na soja e 77% na cultura do algodão (veja quadro).
De acordo com a diretora da consultoria Agropec, Regina Sugayama, é difícil saber quando e como essas espécies entraram no Brasil. “Porém, considerando os mecanismos naturais de dispersão e distribuição geográfica, elas receberam carona para chegar até aqui. Por isso os grandes eventos são preocupantes”, afirma.
Atenção
Mesmo sem identificação dessas pragas em chão goiano, o instrutor do Senar Goiás Guilherme Fernandes alerta que o produtor precisa ficar atento. Isso porque aAmaranthus palmerifoi identificada no Mato Grosso em áreas cultivadas com rotação das culturas de algodão, soja e milho.
“Muitas lavouras goianas fazem fronteira com o Mato Grosso. Pode ser que a praga já esteja em solos goianos. Os danos e perdas que essas espécies causam são relativos. Como são exóticas, podem comportar-se de forma diferente em relação ao seu habitat natural. E ainda sofrer várias influências, que podem comprometer ou não o seu ataque”, explica Guilherme.