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Pai de Cristiano Araújo entra na Justiça contra divulgação de imagens

07 de outubro de 2015

Pai de Cristiano Araújo entra na Justiça contra divulgação de imagens

João Reis de Araújo entrou com pedido no TJ-GO para que as empresas Google, Microsoft, Yahoo e Facebook excluam qualquer material que envolva a imagem do cantor durante a preparação para o funeral

O pai do cantor Cristiano Araújo, João Reis de Araújo, entrou com pedido no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) para que as empresas Google, Microsoft, Yahoo e Facebook excluam de seus servidores qualquer material que envolva a imagem do cantor – morto em acidente de carro no dia 24 de junho – durante a preparação para o funeral. Três meses após a morte, ainda é possível encontrar em alguns sites imagens e vídeos que mostram os corpos de Cristiano e de sua namorada, Alanna Moraes no local do acidente e na necropsia.

O advogado de direito digital Rafael Maciel representa João Reis na ação e enfatiza que tal exposição trata-se de ato ilícito e, em alguns casos, até mesmo criminal. “As três primeiras requeridas (Google, Microsoft e Yahoo) estão sendo demandadas para que suprimam links de seus mecanismos de pesquisa, sendo que do Google também é exigida a remoção de vídeos do Youtube e bloqueio de compartilhamento na sua plataforma social Google Plus”, aponta o advogado.

A empresa Facebook, segundo Maciel, é demandada unicamente para que, dentro de suas aplicações Whatsapp e rede social, bloqueie todo conteúdo infrator. “Fato é que todas essas empresas compõem o polo passivo, portanto, detêm a capacidade técnica para atender a demanda ajuizada. Não se procura, nessa ação, responsabilizar tais empresas pelos conteúdos divulgados por terceiros”, esclarece.

Na ação, o advogado expôs que João Reis evita acessar a rede mundial de computadores, uma vez que “mesmo uma busca simples pelo nome do seu filho, o que salta aos olhos é o material repugnante”. Acrescenta que outros parentes, inclusive menores, não raras vezes também são surpreendidos com as imagens chocantes, trazendo transtornos ao seio familiar.

Em julho, o pai do cantor entrou na Justiça com uma ação por danos morais contra a Clínica Oeste, onde foram gravadas as imagens do momento em que o corpo foi preparado para o enterro. A Funerária Paz Eterna, contratada para o transporte, e a seguradora do plano funerário também foram acionadas.

Na época, a Clínica Oeste lamentou a divulgação das imagens e responsabilizou dois funcionários pelo ocorrido. Esses dois funcionários e mais uma pessoa foram indiciadas pela polícia pelo vazamento.

Também em julho, a juíza Denise Gondim de Mendonça, da 5º Vara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás, havia negado recurso apresentado pela multinacional Google na ação que determina que a empresa retire de imediato as imagens do corpo. Na decisão, a juíza falava ainda em "má-fé" da multinacional. Logo após o acidente, o Google já havia sido notificado para que retirasse as imagens do site de busca.